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Medalha de Mérito Diaulas Abreu

 

Histórico


 
 
 
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Diaulas Abreu


 
 
 

 

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Professor Amarílio


Amarílio Augusto de Paula nasceu para ser realmente um mestre. A sua preocupação e o seu carinho pela Educação, surgiram muito cedo em sua vida. Em 16/08/1918 foi admitido no Antigo Aprendizado Agrícola, como aluno, onde fez os cursos Elementar e Médio. Nos anos de 1933 e 1938, foi nomeado Professor Auxiliar da Escola Agrícola de Barbacena e Professor de Ensino Técnico da Escola Agrotécnica de Barbacena, respectivamente.

Pelo pioneirismo no cultivo da soja, pelo exemplo de autêntico mestre que foi, pelo seu valor político, e pela nobreza de sua alma em servir, a vida do Professor Amarílio Augusto de Paula pertence à História de Barbacena, cidade que ele tanto amou e serviu.

(Trecho adaptado do livro Professor Amarílio Augusto de Paula – Uma vida dedicada a servir ao próximo do autor Luiz Felipe Domith de Paula)

Clique aqui para conhecer a história do Professor Amarílio e a soja.

 

Hino


Música: Francisco Leitão
Letra: Sidnei Cunha

Potente e renomado educandário
O teu conceito é alto relicário
De gran-de-za fe-bril,
De grããan-deza febril,
Tu serás, sempresta mansão segura,
Ilustraando na Casa da Cultura,
Os Jovens do Brasil.

Tu consa-gras Barbacena,
Terra da brisa serena,
Cidade dos monumentos,
Comuna das Faculdades,
Celeiro das Sumida-des,
Fonte imortal de talentos.

Perene vanguardeiro de civismo,
Tu és da mocidade idealismo,
O ca-mi-nho da gló-ria,
O caaa-minho da glória,
Tu és acervo de consagração,
Recebeendo os aplausos da Nação
Doirando a tua história.

Os teus cam-pos agrestes são legendas,
Que representam as melhores tendas,
Ao tra-ba-lho te-naz,
Ao traaa-balho tenaz,
Forj’o buril de estudante ousado,
Que luta em prol dess’ ideal sonhado,
O troféu de capaz.

 

Como era a nossa escola


Na década de 60, mais precisamente em fevereiro de 1966, cheguei ao CADA, Colégio Agrícola Diaulas Abreu, assim denominado na época, para cursar o ginasial agrícola e logo após o Curso Técnico Agrícola. Em comparação com os dias de hoje tudo era diferente, e como era.

A disciplina era rigorosa. As saídas para rua eram às quintas-feiras até as 22 horas, aos sábados até às 23 horas e aos domingos até às 22 horas. O atraso ao retorno nos custava o castigo no próximo final de semana, confinado dentro do prédio sede, assinando ponto de hora em hora, no livro de presença. Nos demais dias da semana podia sair até às 19 horas. De 19 horas às 21 horas e 30 minutos era estudo quando tomávamos o café e logo nos dirigíamos para o dormitório.

Dois dias por semana a nossa alvorada era às 5 horas e 30 minutos para fazer educação física no pátio interno. Após um breve aquecimento, começavam os exercícios como polichinelo, flexão, pular carneiro, abdominais, etc. Às 6 horas e 30 minutos tomávamos banho frio, café e às 7 horas estávamos em aula aguardando o professor.

O professor Carneiro (Matemática), por exemplo, não chegava um segundo atrasado, por isso não admitia entrar na sala nenhum aluno depois do sinal de início.

O CADA era temido na cidade principalmente em dois eventos anuais. O primeiro era o desfile de 7 de setembro. Todos eram obrigados a participar e havia uma disputa entre os colégios da cidade. Sempre ficávamos em segundo lugar, devido ao fato dos alunos serem mais pobres e usar um uniforme mais modesto em relação aos demais colégios. O segundo evento que sacudia a cidade, era o torneio de futebol de salão entre os colégios e neste o CADA nunca deixava o primeiro lugar pra ninguém. O palco das disputas era o ginásio Sílvio Raso e nos dias de jogos se transformava num verdadeiro campo de guerra.

Os alunos do CADA eram chamados de “butineiros”, e não menos merecidos pelas moças da cidade. Muitas preferiam os alunos da Aeronáutica que saiam sempre com os uniformes engomados e sapatos engraxados.

Por falar em botinas estas eram usadas por nós no cotidiano. Quando ao chegar no colégio, recebíamos como parte do enxoval um par de botinas, manufaturadas na selaria do próprio colégio. Estas botinas tinham durabilidade ilimitada a ponto de nosso pé crescer e a botina não servir mais e ainda em ótimo estado de uso. Então trocávamos por outra de número maior e devolvíamos aquela que já estava pequena.

Ao campo íamos duas vezes por semana ficando o dia todo. Havia um professor de Agricultura no Núcleo de Agricultura e um professor de Zootecnia no Núcleo de Zootecnia. Esses professores davam aula de todos os assuntos, inclusive faziam escalas de trabalho para os diversos setores.

Sem entrar em maiores detalhes, assim se passaram seis anos de minha vida estudantil, em plena idade jovem, com uma vontade imensurável de estudar. Jamais pensava naquela época em ser um educador do CADA, que hoje é nossa querida Escola Agrotécnica Federal de Barbacena.

Professor José Oswaldo Ribeiro
Ex-aluno

Aula da saudade


 

 

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